terça-feira, 6 de novembro de 2012

Mitos, Emblemas e Sinais (Carlo Ginzburg)



GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

O Queijo e os Vermes (Carlo Ginzburg)



GINZBURG,Carlo. O Queijo e os Vermes. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.


Carlo Ginzburg - Biografia



Carlo Ginzburg nascido em Turim em 15 de abril de 1930, é um historiados e antropólogo italiano. Filho do professor e tradutor Leone Ginzburg e da romancista Natalia Ginzburg. Estudou na Escola Normal Superior de Pisa, e em seguida no Instituto Warburg em Londres; ensinou história moderna na Universidade de Bolonha e em seguida nas universidades de Yale, Harvard, Princeton, além da Universidade da Califórnia em Los Angeles. A partir de 2006, ele ocupa a cadeira de história cultural europeia na Escola Normal Superior de Pisa.

Dentre suas obras publicadas estão: Os Andarilhos do Bem, O queijo e os vermes de 1976, História noturna 1991, Mitos, Emblemas e Sinais 1989, Olhos de madeira 2001.

Teve suas obras traduzidas em mais de 15 línguas. É um dos fundadores da microhistória e ganha destaque mundial com a sua "circularidade cultural" e metodológica. 


O grande Massacre de Gatos (Robert Darnton)



DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos. 2. ed, Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987.

Robert Darnton - Biografia




Robert Darnton nasceu em 1939, em Nova York. Filho de jornalistas graduou-se em história em Oxford. Entre 1964 e 1965 trabalhou como repórter policial no jornal The New York Times, mas abandonou definitivamente a imprensa para aprofundar suas pesquisas sobre a França pré-revolucionária. Atualmente é professor de história européia na Princeton University.

Andrés Zarankin - Arqueología de la arquitectura: Another brick in the wall. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia


ZARANKIN, Andrés. Arqueología de la arquitectura: Another brick in the wall. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. São Paulo, Suplemento 3. 1999, p. 119-128.


Neste artigo o autor discute a perspectiva proposta por (Funari, 1996) sobre a materialização das relações culturais, observando na arquitetura a construção da paisagem cultural humana a partir das relações sociais. A ideia de que os objetos produzidos e utilizados pelo homem são ativos, dinâmicos e portadores de significados tem seus estudos preconizados por (Hodder, 1987, Tilley, 1989, Funari, 1991 e Andrade Lima, 1996) e continuado com (Zarankin, 1999).

Apresenta ainda que o arqueólogo durante seu trabalho em sítios arqueológicos, encontram estruturas as quais definem com “arquitetônicas”, e dependendo do pesquisador podem utilizá-las como fonte de informação ou um obstáculo para a escavação. Assim o termo Arqueologia da Arquitetura e cunhado por (Steadmam, 19) visto o desenvolvimento desse estudo no campo arqueológico e que busca compreender dentro de sua análise que as construções são elementos ativos e produtos culturais que interagem de forma dinâmica com os homens. Sobre a temática destaca  os trabalhos de (Rapport, 1969; Deetz, 1977; Leone, 1977; Kent, 1990 entre outros).

As pesquisas nessa área do conhecimento tem transcendido o nível da descrição e embasada na corrente pós-processual inserem a compreensão simbólica e ideológica (Parker Pearson; Richards, 1994).

Ao utilizar as premissas de (Grahame, 1995) o autor defende que a arquitetura contribui para estruturação dos indivíduos dentro dos espaços físicos, e isso remete as relações desempenhadas pelos indivíduos dentro dos espaços os quais podem ser visualizadas e analisadas a partir da planta de edifícios.

Assim a construção dos espaços é um produto de complexos processos de lutas de grupos com interesses opostos caracterizados pela dominação por um lado e resistência do outro (McGuire; Paynter, 1991).

O objeto de estudo desse artigo foi exemplificado através das vivendas domésticas de Buenos Aires do século XVIII, que representaram o marco do capitalismo moderno nessa região e que possibilitou na materialização da arquitetura a inserção de elementos dessa ordem econômica que modelaram a vida cotidiana e as relações na sociedade argentina do período.

A metodologia empregada para obtenção dos resultados consistiu na utilização do Método Gamma (Hillier e Hanson, 1984) que propõem a decomposição da planta do edifício em distintos nós e busca estabelecer a comunicação entre os nós, a fim de perceber a partir da leitura as relações de funcionalidade do edifício.
Enfim, as conclusões obtidas nesta pesquisa evidenciou que as vivendas domésticas do século XVIII representam a reprodução de um sistema, dotada de poder simbólico e que cria componentes para que a sociedade funcione seguindo regras estabelecidas.

Andrés Zarankin - Biografia

Imagem: Andrés Zarankin em Aracaju - SE, 2011
Fonte: Foto Janaina Cardoso de Mello



Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da FAFICH-UFMG desde 2006, onde ministra aulas na graduação e na pós-graduação. Foi sub-coordenador do mestrado em Antropologia (2006-2008) sub-coordenador do curso de Antropologia (2009-2011) e atualmente é Chefe do Departamento (2011- ). Foi bolsista do CONICET, FAPESP e CNPQ. A sua formação inclui; graduação em Antropologia com orientação em Arqueologia na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires (1988-1994), Especialização em Historia e Critica da Arquitetura na Faculdade de Desenho, Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Buenos Aires (1995-1997) e Doutorado em Historia na Unicamp (1998-2001). Também fiz dois pós-doutorados, um em Arqueologia no CONICET (2001-2003) e outro em Historia na UNICAMP (2004-2005). Como pesquisador, tem publicado mais de uma dúzia de livros, e mais de 60 artigos (em revistas nacionais e internacionais). Realizou mais de 40 trabalhos de campo em arqueologia histórica no Brasil e no exterior. Desde 1995/96 coordena um projeto internacional para estudar as primeiras estratégias humanas de ocupação da Antártica, com financiamento do CONICET, FONCyT e atualmente do CNPq. É coordenador do Laboratório de Estudos Antárticos em Ciências Humanas da FAFICH-UFMG. Foi pesquisador do CONICET (Argentina) e professor visitante na Universidade de Buenos Aires e Unicamp. Atualmente é pesquisador "Correspondiente" do CONICET (Ad Honorem) e professor visitante no mestrado de arqueologia da UFRJ e da UFS. É o editor responsável, junto ao Prof. Dr. Carlos Magno Guimarães, da Revista Vestígios: Revista Latino americana de Arqueologia Histórica, assim como participa de diversas comissões editorias em revistas nacionais e internacionais. Seus temas de interesse são teoria arqueológica, arqueologia histórica, arqueologia da arquitetura, arqueologia da repressão e arqueologia antártica.