GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas
e sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Carlo Ginzburg - Biografia
Carlo Ginzburg nascido em Turim em 15 de abril de 1930, é um historiados e antropólogo italiano. Filho do professor e tradutor Leone Ginzburg e da romancista Natalia Ginzburg. Estudou na Escola Normal Superior de Pisa, e em seguida no Instituto Warburg em Londres; ensinou história moderna na Universidade de Bolonha e em seguida nas universidades de Yale, Harvard, Princeton, além da Universidade da Califórnia em Los Angeles. A partir de 2006, ele ocupa a cadeira de história cultural europeia na Escola Normal Superior de Pisa.
Dentre suas obras publicadas estão: Os Andarilhos do Bem, O queijo e os vermes de 1976, História noturna 1991, Mitos, Emblemas e Sinais 1989, Olhos de madeira 2001.
Teve suas obras traduzidas em mais de 15 línguas. É um dos fundadores da microhistória e ganha destaque mundial com a sua "circularidade cultural" e metodológica.
Robert Darnton - Biografia
Robert Darnton nasceu em
1939, em Nova York. Filho de jornalistas graduou-se em história em Oxford.
Entre 1964 e 1965 trabalhou como repórter policial no jornal The New York
Times, mas abandonou definitivamente a imprensa para aprofundar suas pesquisas
sobre a França pré-revolucionária. Atualmente é professor de história européia
na Princeton University.
Andrés Zarankin - Arqueología de la arquitectura: Another brick in the wall. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia
ZARANKIN, Andrés. Arqueología de la arquitectura: Another brick in the
wall. Revista do
Museu de Arqueologia e Etnologia. São Paulo,
Suplemento 3. 1999, p. 119-128.
Neste artigo o autor discute a perspectiva
proposta por (Funari, 1996) sobre a materialização das relações culturais,
observando na arquitetura a construção da paisagem cultural humana a partir das
relações sociais. A ideia de que os objetos produzidos e utilizados pelo homem
são ativos, dinâmicos e portadores de significados tem seus estudos
preconizados por (Hodder, 1987, Tilley, 1989, Funari, 1991 e Andrade Lima,
1996) e continuado com (Zarankin, 1999).
Apresenta ainda que o arqueólogo durante seu
trabalho em sítios arqueológicos, encontram estruturas as quais definem com
“arquitetônicas”, e dependendo do pesquisador podem utilizá-las como fonte de
informação ou um obstáculo para a escavação. Assim o termo Arqueologia da
Arquitetura e cunhado por (Steadmam, 19) visto o desenvolvimento desse estudo
no campo arqueológico e que busca compreender dentro de sua análise que as
construções são elementos ativos e produtos culturais que interagem de forma
dinâmica com os homens. Sobre a temática destaca os trabalhos de (Rapport, 1969; Deetz, 1977;
Leone, 1977; Kent, 1990 entre outros).
As pesquisas nessa área do conhecimento tem
transcendido o nível da descrição e embasada na corrente pós-processual inserem
a compreensão simbólica e ideológica (Parker Pearson; Richards, 1994).
Ao utilizar as premissas de (Grahame, 1995) o
autor defende que a arquitetura contribui para estruturação dos indivíduos
dentro dos espaços físicos, e isso remete as relações desempenhadas pelos
indivíduos dentro dos espaços os quais podem ser visualizadas e analisadas a
partir da planta de edifícios.
Assim a construção dos espaços é um produto
de complexos processos de lutas de grupos com interesses opostos caracterizados
pela dominação por um lado e resistência do outro (McGuire; Paynter, 1991).
O objeto de estudo desse artigo foi
exemplificado através das vivendas domésticas de Buenos Aires do século XVIII,
que representaram o marco do capitalismo moderno nessa região e que
possibilitou na materialização da arquitetura a inserção de elementos dessa
ordem econômica que modelaram a vida cotidiana e as relações na sociedade
argentina do período.
A metodologia empregada para obtenção dos
resultados consistiu na utilização do Método Gamma (Hillier e Hanson, 1984) que
propõem a decomposição da planta do edifício em distintos nós e busca
estabelecer a comunicação entre os nós, a fim de perceber a partir da leitura
as relações de funcionalidade do edifício.
Enfim, as conclusões obtidas nesta pesquisa
evidenciou que as vivendas domésticas do século XVIII representam a reprodução
de um sistema, dotada de poder simbólico e que cria componentes para que a
sociedade funcione seguindo regras estabelecidas.
Andrés Zarankin - Biografia
Imagem: Andrés Zarankin em Aracaju - SE, 2011
Fonte: Foto Janaina Cardoso de Mello
Professor
do Departamento de Sociologia e Antropologia da FAFICH-UFMG desde 2006, onde
ministra aulas na graduação e na pós-graduação. Foi sub-coordenador do mestrado
em Antropologia (2006-2008) sub-coordenador do curso de Antropologia
(2009-2011) e atualmente é Chefe do Departamento (2011- ). Foi bolsista do
CONICET, FAPESP e CNPQ. A sua formação inclui; graduação em Antropologia com
orientação em Arqueologia na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de
Buenos Aires (1988-1994), Especialização em Historia e Critica da Arquitetura
na Faculdade de Desenho, Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Buenos
Aires (1995-1997) e Doutorado em Historia na Unicamp (1998-2001). Também fiz
dois pós-doutorados, um em Arqueologia no CONICET (2001-2003) e outro em
Historia na UNICAMP (2004-2005). Como pesquisador, tem publicado mais de uma
dúzia de livros, e mais de 60 artigos (em revistas nacionais e internacionais).
Realizou mais de 40 trabalhos de campo em arqueologia histórica no Brasil e no
exterior. Desde 1995/96 coordena um projeto internacional para estudar as
primeiras estratégias humanas de ocupação da Antártica, com financiamento do
CONICET, FONCyT e atualmente do CNPq. É coordenador do Laboratório de Estudos
Antárticos em Ciências Humanas da FAFICH-UFMG. Foi pesquisador do CONICET
(Argentina) e professor visitante na Universidade de Buenos Aires e Unicamp.
Atualmente é pesquisador "Correspondiente" do CONICET (Ad Honorem) e
professor visitante no mestrado de arqueologia da UFRJ e da UFS. É o editor
responsável, junto ao Prof. Dr. Carlos Magno Guimarães, da Revista Vestígios:
Revista Latino americana de Arqueologia Histórica, assim como participa de
diversas comissões editorias em revistas nacionais e internacionais. Seus temas
de interesse são teoria arqueológica, arqueologia histórica, arqueologia da
arquitetura, arqueologia da repressão e arqueologia antártica.
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